Compre uma funcionalidade é um jogo de priorização colaborativa. Cada funcionalidade recebe um preço proporcional ao custo, e cada participante recebe um orçamento de jogo que não basta para comprar tudo. As pessoas compram sozinhas ou juntam dinheiro com outras; o que não atinge o preço não é comprado. O resultado mostra o que clientes ou stakeholders valorizam quando precisam escolher, e as conversas da negociação explicam por quê.
Como usar
- Informe o número de participantes (até 8) e o orçamento de cada um.
- Escreva uma funcionalidade por linha com o preço.
- Depois da rodada, lance quanto cada participante (P1, P2...) colocou em cada funcionalidade.
- Veja o que foi comprado, o que ficou perto, o gasto de cada pessoa e os avisos sobre orçamento e preços.
- Siga os passos de facilitação do resultado e exporte em PNG, CSV ou Markdown.
O que cada campo pede
| Campo | O que preencher |
|---|---|
| Participantes | De 1 a 8 pessoas no grupo. Cada uma ganha uma coluna na tabela (P1, P2...). |
| Orçamento por participante | Dinheiro de jogo, igual para todos. |
| Funcionalidade | Ex.: relatórios personalizados |
| Preço | Proporcional ao custo |
| P1 | Participante 1 |
| P2 | Participante 2 |
| P3 | Participante 3 |
| P4 | Participante 4 |
| P5 | Participante 5 |
| P6 | Participante 6 |
| P7 | Participante 7 |
| P8 | Participante 8 |
Exemplo
Cinco clientes de uma ferramenta de gestão de projetos recebem 100 cada, 500 no total, para sete funcionalidades que somam 1.040 (o orçamento cobre 48%). Relatórios personalizados (150, com três compradores) e integração com planilhas (120, com dois) são compradas. Permissões por equipe arrecada 170 de 180 (94%) e fica quase comprada, um bom ponto para a conversa. Uso sem internet, que custa 300, arrecada só 50 (17%).
Quando usar
- Em sessões com clientes, para entender o que valorizam quando não podem ter tudo.
- Com stakeholders internos que pedem tudo como prioridade: o orçamento limitado força escolhas explícitas.
- Antes de fechar o escopo de uma versão, para trazer evidência de valor percebido à priorização.
- Em conselhos de clientes ou grupos de usuários avançados, como dinâmica de engajamento.
Perguntas frequentes
Como definir o preço de cada funcionalidade?
Use o custo estimado de construção como base, numa escala simples. O preço precisa refletir o custo relativo: se uma funcionalidade custa o dobro de outra, deve custar o dobro no jogo. Deixe algumas mais caras que o orçamento de uma pessoa.
Quanto orçamento dar a cada participante?
Uma recomendação comum é que o total do grupo cubra entre um terço e metade da soma dos preços. Com mais, quase tudo é comprado e não há disputa; com menos, o grupo não consegue comprar nada. A ferramenta avisa fora dessa faixa.
Por que algumas funcionalidades devem custar mais que um orçamento?
Porque a negociação é a parte mais rica do jogo. Quando ninguém consegue comprar algo sozinho, as pessoas precisam convencer outras, e os argumentos revelam o valor que veem em cada funcionalidade.
Quantas pessoas devem jogar?
Grupos de 4 a 8 pessoas funcionam bem: o bastante para haver negociação, poucos o bastante para todos falarem. Com mais gente, divida em grupos e apure cada um separadamente.
O resultado decide o roadmap?
Não. O jogo é evidência sobre valor percebido por um grupo específico. Combine o resultado com dados de uso, estratégia e custo antes de decidir, e registre as justificativas que surgiram na negociação.
O que fazer com o excedente?
Se o grupo pagou mais que o preço, o excedente volta para quem pagou e pode ser usado em outra funcionalidade numa segunda rodada. A ferramenta mostra o excedente de cada funcionalidade comprada.