MVP (produto mínimo viável) é a menor versão de um produto capaz de testar uma suposição com clientes reais e gerar aprendizado. O escopo não sai da lista de desejos: sai da suposição mais arriscada, aquela que derruba a ideia se estiver errada. Só entra no MVP o que é preciso para testá-la, com um critério de sucesso definido antes, para que o resultado leve a uma decisão.
Como usar
- Descreva o produto e a hipótese, e escreva a suposição mais arriscada.
- Escolha o tipo de risco: demanda, valor, uso ou viabilidade. Ele define o tipo de MVP sugerido.
- Liste as funcionalidades candidatas com valor e esforço de 1 a 5 e marque só as necessárias para o teste.
- Defina a métrica, a meta e o prazo, e leia o escopo, o tipo de MVP e a regra de decisão.
- Exporte em Markdown, CSV ou DOCX, ou leve o escopo para o gerador de PRD.
O que cada campo pede
| Campo | O que preencher |
|---|---|
| Produto ou ideia | Nome e uma frase sobre o que é. |
| Hipótese | Quem, o quê e por quê, numa frase que pode se provar falsa. |
| Suposição mais arriscada | Se ela estiver errada, a ideia toda cai. |
| Tipo de risco | O que a suposição põe em dúvida. Define o tipo de MVP. |
| Funcionalidade | Ex.: pagamento recorrente semanal |
| Valor (1 a 5) | 5 = muito valor para o cliente. |
| Esforço (1 a 5) | 5 = muito trabalho para construir. |
| Precisa para o teste? | Sem isto, dá para testar a suposição? |
| Métrica de sucesso | Um comportamento real, não uma opinião. |
| Meta | Número que separa sucesso de fracasso, definido antes. |
| Prazo do teste | Quanto tempo o MVP roda antes da decisão. |
Exemplo
Uma assinatura fictícia de refeições congeladas para quem trabalha em casa quer saber se as pessoas pagam adiantado por um cardápio fechado, um risco de valor. Das 6 funcionalidades, 3 entram no MVP: o aviso de entrega, a página de assinatura e o pagamento recorrente, que tem esforço 4 e por isso é simulado à mão. O esforço do MVP fica em 4 de 10 para 4 semanas. A sugestão é um MVP concierge, com a operação manual por trás da interface como alternativa. O app com rastreio vai para "repensar".
Quando usar
- Quando a lista do que "precisa estar no lançamento" só cresce e ninguém consegue cortar.
- Antes de investir num produto novo, para testar primeiro a suposição que pode derrubar a ideia.
- Para escolher entre um teste de fumaça, um concierge, um protótipo ou um protótipo técnico.
- Para combinar com o time e a liderança, antes de começar, o que conta como sucesso.
Perguntas frequentes
O que é um MVP?
É a menor versão do produto que permite aprender com clientes reais se uma suposição importante é verdadeira. Mínimo não quer dizer malfeito: o que entra precisa funcionar bem para o teste valer.
O que é a suposição mais arriscada?
É a crença que, se estiver errada, faz a ideia inteira cair, e sobre a qual você tem pouca evidência. Testá-la primeiro evita construir muito sobre uma base que não se sustenta.
Como escolher o tipo de MVP?
Pelo risco. Dúvida de demanda pede teste de fumaça; dúvida de valor pede concierge, funcionalidade única ou pré-venda; dúvida de uso pede protótipo; dúvida técnica pede um protótipo técnico. A ferramenta aplica essa regra e mostra uma alternativa.
O que significa "simulado à mão"?
Funcionalidades necessárias para o teste, mas caras de construir, podem ser feitas por pessoas ou com ferramentas prontas durante o MVP. Se o teste der certo, aí sim vale automatizar.
Qual a diferença entre MVP e primeira versão?
O MVP existe para aprender; a primeira versão existe para entregar valor de forma sustentável. Um MVP com mais de cinco funcionalidades costuma ser uma primeira versão disfarçada, e o aprendizado demora mais.
Como definir o critério de sucesso?
Escolha um comportamento real (cadastro, pagamento, renovação), um número e um prazo, e combine isso antes de começar. Sem número definido antes, qualquer resultado parece sucesso.