O mapeamento de histórias de usuário organiza o backlog pelo caminho que a pessoa percorre. No topo ficam as atividades (a espinha dorsal), abaixo os passos de cada atividade e, embaixo de cada passo, as histórias, da mais essencial para a menos. Uma linha horizontal fatia as releases: a primeira história de cada passo forma o esqueleto andante, a menor versão que funciona do começo ao fim.
Como usar
- Escreva na raiz o produto ou o objetivo de quem usa.
- Acrescente as atividades, na ordem em que a pessoa as percorre, e os passos de cada uma.
- Embaixo de cada passo, liste as histórias da mais essencial para a menos essencial.
- Escolha 2 ou 3 releases e veja as fatias sugeridas, começando pelo esqueleto andante.
- Exporte o mapa em PNG ou o backlog fatiado em CSV, ou leve a release 1 para o gerador de user stories.
O que cada campo pede
| Campo | O que preencher |
|---|---|
| Mapa de histórias | Raiz: produto ou objetivo. Abaixo: atividades, depois passos, depois histórias. |
| Persona | Quem percorre o mapa (opcional). |
| Quantas releases fatiar | A primeira é sempre o esqueleto andante. |
Exemplo
Um app fictício de agendamento para salões mapeia o caminho de quem marca horário pelo celular: 3 atividades (encontrar horário, agendar, comparecer), 6 passos e 13 histórias. A release 1 reúne 6 histórias, uma por passo, como ver a lista de serviços com preço e receber lembrete na véspera. A release 2 traz a segunda história de cada passo, como entrar com conta salva, e só "ver fotos de trabalhos anteriores" fica para a release 3 em diante.
Quando usar
- No começo de um produto ou de uma funcionalidade grande, para enxergar o fluxo inteiro antes de priorizar.
- Quando o backlog virou uma lista longa e ninguém sabe qual é a menor entrega útil.
- Para planejar releases que entregam o fluxo de ponta a ponta desde a primeira.
- Em uma oficina com o time, para alinhar a visão do caminho de quem usa.
Perguntas frequentes
O que é um mapa de histórias de usuário?
É uma forma de organizar o backlog em duas dimensões: na horizontal, o caminho de quem usa (atividades e passos); na vertical, as histórias de cada passo, da mais essencial para a menos. Assim o time vê o todo e não só uma lista.
O que é o esqueleto andante?
É a primeira release: uma versão simples de cada passo, para que o fluxo funcione de ponta a ponta. Ela entrega valor cedo e mostra problemas de integração antes que o produto cresça.
Qual a diferença entre atividade, passo e história?
A atividade é uma etapa grande do caminho (agendar). O passo é uma ação dentro dela (confirmar horário). A história é uma forma concreta de fazer o passo (confirmar com nome e telefone).
Quantos níveis o mapa deve ter?
Três abaixo da raiz bastam: atividades, passos e histórias. Se uma história parece grande demais, quebre-a no gerador de user stories em vez de criar um quarto nível.
Como decidir a ordem das histórias em cada passo?
Coloque em cima a forma mais simples de completar o passo e, abaixo, as variações que melhoram a experiência. A ferramenta usa essa ordem para sugerir as fatias de release.
Qual a diferença entre mapa de histórias e jornada do cliente?
A jornada descreve a experiência atual ou desejada, com emoções e pontos de contato. O mapa de histórias parte do mesmo caminho, mas para decidir o que construir e em que ordem.